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Ligia




terça-feira, 17 de maio de 2011

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Lições de um povo

JAPÃO


Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão, me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês: kokoro.

Kokoro ou Shin significa coração-mente-essência.

Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar à serviço e disposição do grupo, das outras pessoas, da natureza ilimitada?

Outra palavra é gaman: aguentar, suportar. Educação para ser capaz de suportar dificuldades e superá-las.

Assim, os eventos de 11 de março, no Nordeste japonês, surpreenderam o mundo de duas maneiras. A primeira pela violência do tsunami e dos vários terremotos, bem como dos perigos de radiação das usinas nucleares de Fukushima. A segunda pela disciplina, ordem, dignidade, paciência, honra e respeito de todas as vítimas. Filas de pessoas passando baldes cheios e vazios, de uma piscina para os banheiros.

Nos abrigos, a surpresa das repórteres norte americanas: ninguém queria tirar vantagem sobre ninguém. Compartilhavam cobertas, alimentos, dores, saudades, preocupações, massagens. Cada qual se mantinha em sua área. As crianças não faziam algazarra, não corriam e gritavam, mas se mantinham no espaço que a família havia reservado.

Não furaram as filas para assistência médica – quantas pessoas necessitando de remédios perdidos – mas esperaram sua vez também para receber água, usar o telefone, receber atenção médica, alimentos, roupas e escalda pés singelos, com pouquíssima água.

Compartilharam também do resfriado, da falta de água para higiene pessoal e coletiva, da fome, da tristeza, da dor, das perdas de verduras, leite, da morte.

Nos supermercados lotados e esvaziados de alimentos, não houve saques. Houve a resignação da tragédia e o agradecimento pelo pouco que recebiam. Ensinamento de Buda, hoje enraizado na cultura e chamado de kansha no kokoro: coração de gratidão.

Sumimasen é outra palavra chave. Desculpe, sinto muito, com licença. Por vezes me parecia que as pessoas pediam desculpas por viver. Desculpe causar preocupação, desculpe incomodar, desculpe precisar falar com você, ou tocar à sua porta. Desculpe pela minha dor, pelo minhas lágrimas, pela minha passagem, pela preocupação que estamos causando ao mundo. Sumimasem.

Quando temos humildade e respeito pensamos nos outros, nos seus sentimentos, necessidades. Quando cuidamos da vida como um todo, somos cuidadas e respeitadas.
O inverso não é verdadeiro: se pensar primeiro em mim e só cuidar de mim, perderei. Cada um de nós, cada uma de nós é o todo manifesto.

Acompanhando as transmissões na TV e na Internet pude pressentir a atenção e cuidado com quem estaria assistindo: mostrar a realidade, sem ofender, sem estarrecer, sem causar pânico. As vítimas encontradas, vivas ou mortas eram gentilmente cobertas pelos grupos de resgate e delicadamente transportadas – quer para as tendas do exército, que serviam de hospital, quer para as ambulâncias, helicópteros, barcos, que os levariam a hospitais.

Análise da situação por especialistas, informações incessantes a toda população pelos oficiais do governo e a noção bem estabelecida de que “somos um só povo e um só país”.

Telefonei várias vezes aos templos por onde passei e recebi telefonemas. Diziam-me do exagero das notícias internacionais, da confiança nas soluções que seriam encontradas e todos me pediram que não cancelasse nossa viagem em Julho próximo.

Aprendemos com essa tragédia o que Buda ensinou há dois mil e quinhentos anos: a vida é transitória, nada é seguro neste mundo, tudo pode ser destruído em um instante e reconstruído novamente.

Reafirmando a Lei da Causalidade podemos perceber como tudo está interligado e que nós humanos não somos e jamais seremos capazes de salvar a Terra. O planeta tem seu próprio movimento e vida. Estamos na superfície, na casquinha mais fina. Os movimentos das placas tectônicas não tem a ver com sentimentos humanos, com divindades, vinganças ou castigos. O que podemos fazer é cuidar da pequena camada produtiva, da água, do solo e do ar que respiramos. E isso já é uma tarefa e tanto.

Aprendemos com o povo japonês que a solidariedade leva à ordem, que a paciência leva à tranquilidade e que o sofrimento compartilhado leva à reconstrução.

Esse exemplo de solidariedade, de bravura, dignidade, de humildade, de respeito aos vivos e aos mortos ficará impresso em todos que acompanharam os eventos que se seguiram a 11 de março.

Minhas preces, meus respeitos, minha ternura e minha imensa tristeza em testemunhar tanto sofrimento e tanta dor de um povo que aprendi a amar e respeitar.

Havia pessoas suas conhecidas na tragédia?, me perguntaram. E só posso dizer : todas. Todas eram e são pessoas de meu conhecimento. Com elas aprendi a orar, a ter fé, paciência, persistência. Aprendi a respeitar meus ancestrais e a linhagem de Budas.

Mãos em prece (gassho)
Monja Coen

sexta-feira, 4 de março de 2011

Aula no Bradesco


Dia da Mulher 2011

Bradesco presenteia funcionárias com aula sobre imagem/aparência e auto-maquiagem.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Trajes escolares e a vida adulta- o que tem a ver?

Penso que o uso de roupas adequadas ou uniformes nas escolas cumpre ao menos 2 funções muito importantes:

1) Fazer com que não haja uma competição de quem se veste melhor (entendendo-se por isso as melhores grifes da moda e não a adequação ao ambiente) entre alunos.
2) Fazer com que haja uma VIVENCIA por parte deles sobre o que seria adequado ou não para ser usado num ambiente escolar.

Encaro a escola como sendo a profissão da garotada, a praticamente única obrigação social que eles têm na vida. Por isso tem que estudar, tem que tirar boas notas, tem que saber se comportar tem que saber se vestir adequadamente, sim.

Um dos itens mais requisitados nas empresas (grandes, multinacionais, médias e pequenas) em que ministro treinamentos diz respeito exatamente a isso: “Como se vestir para o trabalho”.
É,de fato, um grande problema para eles conseguirem incutir na cabeça dos funcionários o traje mais adequado para ser usado de modo a compor uma imagem pessoal e profissional e não prejudicar a imagem da empresa.

Chances em entrevistas de emprego são jogadas fora só pelo fato do candidato não se apresentar vestido adequadamente ao cargo/mercado que pretende ocupar.

Isso é fácil de ser comprovado. Basta consultar qualquer profissional de recrutamento e vermos os absurdos que ocorrem.

Agora, o porquê de isso acontecer vem de mais longe, vem da falta de vivencia dessas crianças em saberem distinguir um ambiente de outro e a forma como devem se vestir para cada ocasião. Hoje, em nome de um conforto maior, de um mundo mais moderno, elas vão com o mesmo estilo de roupa a uma festa, à escola, a um enterro, ou a qualquer outro lugar. Não há distinção alguma.

Infelizmente a vida não é assim: haverá o desconforto de se usar um terno e gravata num dia de verão ou a necessidade de saber se equilibrar num salto mais alto. Terão que substituir uma mochila onde tudo cabe, por uma bolsa menor e mais bem organizada. Terão que substituir o tênis surrado por um sapato de sola de couro que escorrega. Mais cedo ou mais tarde, para a maioria destes jovens.

E, sem nunca terem-lhes exigido nada na escola em relação a isso, quando conseguirão experiência para escolher o que é melhor, o que compõe melhor sua imagem, o que seria inadequado? Saindo do ensino fundamental/médio caem numa faculdade onde (raras exceções) nenhum traje também será exigido.
É...Ficou bem complicado conseguir vivencia nisso.

Um dos 7 pecados de meu recém lançado livro “Os Sete Pecados do Mundo Corporativo”, fala exatamente sobre essa dificuldade de saber se vestir e no que ela pode comprometer uma carreira promissora. (http://os7pecadosdomundocorporativo.blogspot.com com noite de autógrafos programada para 30/3 na FNAC Paulista (e para a qual gostaria de convidá-los).

Está na hora de voltarmos a educar nossos filhos sem medo de magoá-los, poupando-os de pequenos desgostos, fazendo-lhes todas as vontades.

Mostrar-lhes que a vida é dura mesmo. Difícil. Que nem sempre farão o que querem, mas o que lhes é mandado.
Que a tristeza faz parte dela. Que não vão ser felizes o tempo todo, todos os dias. Quem sabe assim, vendo a vida de frente, sem falsos pudores, as estatísticas sobre casos de depressão comecem a cair.

Que muitas vezes terão que se adequar a regras que podem não ser as ideais em particular, mas são as que vigoram num mercado profissional.

Vocês mesmo, na Folha de SP, há alguns anos publicaram uma matéria que me fez escrever aos colégios citados, um para elogiar e outro para lamentar a posição adotada: No Miguel de Cervantes alunos fazem uma pequena greve na porta, no horário da entrada dizendo que só entrariam para as aulas se fosse liberado o uso das havaianas. Conclusão: liberaram.
Pergunto: que espécie de educação é essa em que um colégio sucumbe aos desejos infundados de um bando de pirralhos?!
A questão das Havaianas já passa a ser secundária quando percebemos que uma instituição perde seu controle sob aqueles que devem impor respeito, com medo de perder alunos, de contrariá-los, de educá-los. Foi realmente lamentável. Perderam uma grande oportunidade de debater a questão,mostrar-lhes a importância de saberem se vestir e estarem preparados para o futuro criando um diferencial entre outros colégios.Preferiram se igualar.

E nesse sentido maior, ensiná-los a se trajar da maneira mais própria desde pequenos vai ajudá-los a encarar o mundo de uma forma mais real.

Esta questão da roupa nas escolas é mesmo uma discussão inserida a todo um novo contexto social onde hoje se procura poupar, proteger demais estas crianças. Nada pode magoá-los, nada pode contrariá-los, tudo pode deixar traumas profundos. Não é assim. Estamos criando uma geração de mimados e depressivos.
O sucesso está, ou melhor, continua reservado aos mais experientes, mais prontos a lidarem com as adversidades. Simplesmente por que elas existem. Estão aí, na nossa frente o tempo todo.

Ligia Marques

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Revista Exame

5 tipos de conversas proibidas no elevador do trabalho
Para não cometer gafes, saiba quais assuntos evitar no elevador do prédio em que você trabalha
Pedro Zambarda, de

O elevador é um ambiente confinado, mas alguns funcionários podem aproveitar o ambiente para conversas desnecessárias
São Paulo – A cena já é clássica. O profissional sai do escritório e ruma para o elevador do prédio. Esse período de pretensa liberdade da rotina corporativa é o palco para as piores gafes possíveis no trabalho.

Pensando nisso e com a ajuda de duas consultoras de etiqueta, EXAME.com listou os seis tipos de assunto que jamais devem ser tocados no sobe e desce dos elevadores.

1. Críticas ao superior direto
Falar mal de outras pessoas, como os chefes, pode ser uma situação tentadora para um funcionário no elevador. No entanto, lembre-se: nem sempre é possível saber quem são as pessoas que dividem o ambiente com você. “Todo mundo, não importa o grau na hierarquia, reprova esse tipo de atitude”, diz Ligia Marques.

2. Detalhes da vida pessoal
Poucos assuntos dizem respeito à maioria das pessoas no elevador do trabalho. A sua vida pessoal certamente está na maioria desses tópicos que não importam aos desconhecidos.

3. Piadas
Algumas pessoas tentam quebrar o silêncio do elevador com o humor, o que pode chamar a atenção de desconhecidos sem parecer muito intrusivo. Lígia acha corretos os comentários engraçados quando duas pessoas estão vendo a TV de notícias dentro do mesmo recinto. Mas piadas podem não funcionar no elevador, que é utilizado por um período curto de tempo, entre os andares.

4. Trabalho
Um assunto que pode se tornar desagradável no elevador é a própria profissão. Lígia alega que assuntos de trabalho devem ficar restritos para o escritório e Célia Leão afirma que a questão de salários e dificuldades cotidianas são inadequados para o ambiente. Somente questões mais leves sobre o dia-a-dia podem ser comentados, sem chamar a atenção.

5. Previsão do tempo
Há séculos, muitos recorrem aos assuntos sobre o tempo para driblar o desconforto do silêncio. Mas as especialistas advertem: puxar esse tipo de papo é garantia de ganhar o atestado de quem não tem assunto. .Conversas sobre o clima e a temperatura só devem acontecer se houver alguma chuva que pegou os funcionários de surpresa ou uma mudança brusca que surpreendeu a previsão das emissoras de TV. Caso contrário, o assunto pode ser interpretado como uma tentativa de interação sem motivo.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Etiqueta à mesa

Uma aula bem completa publicada no portal Terra. Vejam esse link:

http://www.terra.com.br/mulher/infograficos/etiqueta-a-mesa/

sábado, 12 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Um pouco de história

Muita gente brinca com a palavra etiqueta comparando-a com as etiquetas de roupas. Na verdade isso tem fundamento.
A "etiqueta" sinonimo de boas maneiras e aquela fixada nas roupas tem a mesma origem etmológica.
O termo deriva do verbo francês estiquer, que significa anexar,e nasceu como l'estiquette ,ou seja, anexo.

Este anexo refria-se a uma etiqueta que acompanhava alguns produtos como farinha,papéis, dinheiro para identificar-lhes a procedencia,peso ou conteúdo.

No século XVII, na corte de Luis XIV, a burguesia emergente ousava a se aproximar da vida palaciana e para evitar constrangimentos passaram a receber uma espécie de bilhete onde havia instruções de como deveriam se comportar. Pela primeira vez a palavra etiqueta era empregada para designar códigos de conduta.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Novo livro de Ligia Marques

Queridos amigos e seguidores!
Logo mais estará nas livrarias de todo Brasil o livro
 "Os Sete Pecados do Mundo Corporativo" de
minha autoria.
Ficou bacana, bem leve para ler e aprender sobre
 o que pode destruir sua carreira ou fazer dela um
grande sucesso.
A cada final de capítulo  proponho um desafio
que levará o leitor ao paraíso, Purgatório ou Inferno,
dependendo do resultado alcançado.

Logo mais postarei sobre a noite de lançamento e
espero ver todos vocês por lá. Vou ficar muito feliz em autografar um exemplar para cada seguidor ou leitor do blog.

Até breve!

Ligia

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Despedidas Virtuais

Apodero-me do mesmo título usado no artigo de Contardo Calligaris na Folha de São Paulo de hoje (11/11) para comentá-lo.

Para quem não leu, um resumo:

O jornalista discorre sobre a pertinência/vantagens e desvantagens de dar um fora, ou seja, terminar um relacionamento amoroso, via Internet ou celular.

Houve uma ação patrocinada pela Nokia no MIS, aliás muito bacana, onde promoveram-se encontros com o público para se discutir como as pessoas usam a tecnologia que lhes está atualmente disponível.A partir deste fato é que o jornalista tira suas conclusões e emite sua opinião numa coluna na FSP.

Uma das pesquisas desta programação perguntava: "Você já terminou ou terminaram com você um relacionamento por SMS ou internet?"  15% dos participantes responderam que sim, o que pelo texto exposto dá a impressão de que ele considera este um valor alto a ponto de ratificar esta forma de fora.

Há algumas semanas, no entanto, outra matéria no mesmo jornal (se não me engano) publicava que para a grande maioria das pessoas levar um fora via Internet significava realmente o fim da picada! Tuitei inclusive a dica de aguardar um certo tempo antes de alterar o status nas redes sociais após o término, pois essa atitude magoava mais do que o término em si, segundo os usuários das grandes redes como o Facebook. Adiar a mudança de "namorando" para "solteiro", por exemplo, era uma forma de respeitar aquele que sobrou.

Pesquisas à parte, ainda sou muito fã das pessoas que assumem suas atitudes e responsabilidades na vida. Mesmo que o relacionamento tenha se iniciado via internet isso não justifica que possa ser terminado da mesma maneira! Houve um intervalo de tempo em que estes indivíduos se encontraram no mundo real e nele mantiveram um relacionamento,criaram laços,fizeram uma história.

Acomodar-se, ou melhor, acovardar-se no virtual na hora de expor seus novos sentimentos e fugir de encarar um dos piores momentos da vida (reconheço) protegendo-se atrás de novos recursos tecnológicos, não me parece uma atitude de gente que preza o respeito a si e ao próximo.

Estamos cada vez mais nos distanciando do outro,perdendo a capacidade de nos relacionarmos bem pessoalmente, de resolvermos questões que envolvam o simples ato de Con-ver-sar. O mundo tecnológico nos impõe velocidade e superficialidade. Vivemos num oceano de informação com a profundidade de um pires, como bem disse um dos meus mestres na ESPM. É preciso impor a si próprio limites para esta armadilha.

Agradecer aos que terminam um relacionamento via Internet ou SMS, conforme sugere o jornalista Calligaris em nome de encurtar um processo no qual pode-se perder anos de vida?
"Valeu, Beijão e sorte"!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O que vestir nas escolas e na vida

Lendo o artigo da Rosely Sayão hoje, não posso deixar de me manifestar.


Há mais de uma década aponto para o problema dos trajes a serem usados nas escolas e sobre a falta de vivência nesse aspecto que faz com que as pessoas ingressem no mercado de trabalho sem a menor noção de como devem se vestir.


Vemos escolas de primeira linha passarem ao largo desta questão com a desculpa de darem mais liberdade aos seus alunos ou com o discurso equivocado de que "não importa o que eles tem nos pés e sim na cabeça" (frase publicada em matéria da FSP há alguns anos comentando o episódio do Colégio Miguel de Cervantes onde os alunos fizeram uma rápida greve na porta por não poderem entrar de havaianas. Foram liberados após esta pressão).
 Na época também me manifestei publicamente questionando onde e quando as escolas perderam sua autoridade frente a um bando de pirralhos, submetendo-se aos seus quereres sem fundamento.


Ministro cursos de Etiqueta Corporativa (e também etiqueta para Crianças e Adolescentes) e um dos pontos de maior problema a ser trabalhado nas empresas é justamente o "Como se vestir´para o trabalho". Tudo graças à falta de vivencia destas pessoas que chegam ao mercado sem que nunca delas tivesse sido exigida uma correta postura em relação à imagem que querem transmitir aos outros e o valor disso.

Insisto que as escolas deveriam ser mais exigentes nesse tipo de questão como forma de preparar melhor seus alunos para o que vão enfrentar  num futuro próximo. Poucas, no entanto tem esta percepção e propiciam um curso aos alunos ou são mais rigorosas na forma de como eles devem assistir às aulas. Tops, shorts, havaianas, regatas decotadas, roupas de grife , etc. é o que mais vemos nas portas.


Um dos aspectos que mais pesam nessa relutância das escolas em estabelecerem regras para uma boa imagem dos alunos visando dar-lhes experiência para o mercado em que atuarão futuramente não é a discordância com esta necessidade e sim a falta de autoridade frente aos próprios alunos e pais com o temor de perderem alunos e portanto recursos financeiros.

As escolas  de hoje se submetem às vontades insanas de muitos pais e alunos permitindo que lá façam o que quiserem, que desrespeitem professores, que o bullying atinja níveis nunca vistos.

É preciso que as escolas percam o medo de perder alunos e voltem a ter autoridade sobre seus alunos e saibam utilizá-la em benefício deles próprios e de um futuro melhor.

Ligia Marques

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Crianças precisam ser crianças

Hoje lendo a coluna da Rosely Sayão na FSP, inspirei-me para escrever aqui o que há muito já preconizo: deixem suas crianças serem crianças.

Bons tempo aqueles que vivi na infância onde passava as tardes andando de bicicleta nas ruas (sim, nas calçadas mesmo, sem muros de condomínios fechados), brincando num terreno baldio cheio de pedras,cacos de vidros, aranhas,ao lado do prédio da Rua Maranhão, pulando o muro para entrar na fonte da FAU que era bem em frente.

Caíamos todos os dias das árvores, minhas calças tinham todas um remendo de couro no joelho e ele próprio, coitado! marcas permanentes de uma infância feliz.

Isso para não falar das janelas do 7o. andar onde morávamos ou do 4o. onde morava minha amada avó que nos recebia todas as tardes enquanto minha mãe dava aulas. Não havia redes de proteção! Pasmem! E, sinceramente, não tenho na memória absolutamente nenhum trauma de amiguinhos que caíram de janelas de seus apartamentos. Toda criança sabia que janela era para se respeitar e ninguém saia pulando delas para baixo todo dia.

Quebrei meu dente de leite central pulando corda e o mesmo dente, permanente , ficou com um pedaço a menos graças a uma corrida de carrinho de rolimã. Nada que um bom dentista não arrumasse depois.

Não quebrei braço, perna ou clavícula, embora achasse o máximo os amigos que iam para a escola com gesso e todos podiam assinar e desenhar nele. Posso até dizer que não tive essa felicidade!

Não sou contra pais que querem proteger seus filhos, pelo contrário, hoje o nosso mundo pede atitudes mais rigorosas em relação a alguns pontos de risco.
O que me espanta é o exagero:
Esta neurose em relação à assepsia deixando crianças normais adquirirem a alergia do isolamento (sim, tipo de alergia provocada pela falta de costume à exposição à antígenos do ambiente em que vivem), proibidas de se sujarem na terra, impedidas de testarem seus próprios limites, aprendendo com seus erros e acertos.

Estamos criando bonecos sem autonomia nem para atravessar uma rua sozinhos.

Para os desavisados, sou mãe de 4 filhos e tenho experiência para falar disso tudo como mãe também. Muitas amigas se surpreendem quando eu  deixo os menores ( 6 anos) na esquina da escola e espero observando de lá sua entrada pelo portão. "Você não os leva até a classe?" muitas perguntam.
Não, não levo. Eles são perfeitamente capazes de andar alguns metros sem minha companhia e o fazem felizes da vida, experimentando e usufruindo de seu direito de liberdade. São crianças livres, conscientes de sua capacidade de agir em várias situações sem ajuda dos pais.

Minha mais velha (agora com 18 anos), aos 12 foi sozinha para Londres, estudar. Tudo correu muito bem, graças às experiências adquiridas em anos anteriores em relação à sua autonomia.

É preciso que se entenda que a vida é cheia de obstáculos. Mais cedo ou mais tarde nossos filhos serão apresentados a eles e terão que saber vencê-los sozinhos. Quem não experimentou dificuldades antes estará  sujeito à enfrentar uma auto estima em queda e outros problemas.

Ensinar seus filhos a respeitarem seus limites e os dos outros também é mais importante do que curar um joelho esfolado.

Doslimites físicos passaremos sem nehuma dificuldade aos limites emocionais e éticos. Sempre mostrando a eles que a vida tem que ser respeitada e que a liberdade é um bem precisoso.

Por isso é que, pela primeira vez gostei muito de uma propaganda de sabão em pó: aquela que dizia que criança era mesmo para se sujar. Campanha muito mais profunda do que a limpeza que o próprio sabão faz!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Matéria na Revista do Jornal A Tribuna

Matéria publica na ATRevista em 3/10/2010



Já aconteceu com todo mundo que vive no mundo virtual: aquele sentimento de vergonha alheia, seja por uma foto indiscreta, um vídeo muito particular ou até mesmo um comentário nada a ver.

Pois bem, a internet, embora seja um terreno livre, tem lá suas regras, ainda que veladas, para o
bom comportamento. A net etiqueta deve ser usada para evitar constrangimentos ou até mesmo
saias justas. Basta lembrar o episódio do jornalista Felipe Milanez, mandado embora por criticar via Twitter uma matéria de uma revista da mesma editora onde atuava.

Ou seja, ter cuidado com o que é postado e se fala é essencial, como indicam os especialistas.

A consultora em etiqueta e marketing pessoal Ligia Marques, de São Paulo, acredita que, se na vida existem algumas normas de etiqueta que devem ser respeitadas, com a vida virtual não é diferente.

"As pessoas não sabem exatamente como utilizar as redes sociais. O fato é que praticamente não separamos mais a vida pessoal da profissional, e o que se posta numa destas páginas estará acessível a todos em todos os níveis".

Jornalista e professor do Centro Universitário Monte Serrat e especialista em mídias sociais, Wellido Teles ressalta que o povo brasileiro é o mais sociável da rede. "Não é por nada que 86% estão nas redes sociais, segundo estatísticas do Ibope Nielsen, de abril deste ano. E isso vem da própria característica das pessoas de nossa nação, isto é, de serem muito receptivas, simpáticas, dispostas a ouvir e a interagir.

O que acontece na internet é uma extensão do comportamento natural do brasileiro fora dela".

E justamente graças às plataformas digitais de relacionamento, ficou mais fácil ter contato com pessoas, desde colegas e parentes até parceiros de trabalho e amigos distantes.

"Mas nem todos têm um comportamento natural na internet. Muitos exageram no nível de

exposição na busca incessante pela popularidade, em terem necessidade de mostrar que são
legais, divertidas, bem-sucedidas, descoladas, enfim, interessantes".

Ele diz que é justamente por este desespero em revelar suas características e parecerem legais
que as pessoas acabam por cometer deslizes. "Desde o envio avassalador de imagens, vídeos e
links engraçadinhos ou bonitinhos, até frases, correntes e textos super detalhados e enviados a todo instante, de forma sufocante".

Wellido é da opinião de quanto menos, melhor. "Sobretudo no Orkut e Facebook. Não forneça
informações detalhadas que explicam por que você é um ser humano incrível e sensacional.

Priorize dados básicos, como nome, data de nascimento (se quiser citar) e cidade. Se tiver que mandar um recado em particular para um amigo, não o coloque na sessão de recados que é aberta a todos. Envie uma mensagem só para ele".

FORTE IMPACTO

Lígia comenta que nos dias de hoje não é mais possível ignorar os impactos dessas redes em nossas vidas, seja por meio das notícias que chegam ou até da interatividade que elas permitem. E que, por esse fato, é preciso conhecer bem as ferramentas disponíveis para utilizá-las de maneira proativa.

Não saber usá-las é como se negássemos o uso e importância de um celular há 15 anos, quando foram lançados os primeiros modelos para uso do público. É questão de tempo, e pouco, para que todos estejam, de alguma forma, ligados à essa nova forma de relacionamento".

Por isso, ela sugere atenção ao que se escreve. "Temos que pensar que o que postamos no

Twitter, no Facebook, estará disponível ao mundo. Você não está na terapia, entre quatro

paredes, por exemplo. “Então, não dá para escrever tudo o que nos vem à mente, sem restrição”.

Wellido lembra que, quem entra em uma rede social se torna uma pessoa pública e, desta forma, passa a ser uma espécie de vidraça, podendo ser avaliada por quem visita seu perfil.

"E vale lembrar que é cada vez mais comum as empresas ficarem de olho no que seus funcionários postam. Além disso, há as organizações que contratam profissionais levando em conta a análise do perfil destas pessoas nas redes sociais. Infelizmente

nem todos se preocupam por zelar sua reputação, credibilidade e imagem".
A consultora de São Paulo diz que esse cuidado deve prevalecer, inclusive, com fotos e vídeos.
"Temos que ser menos impulsivos” diz ela.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Foursquare e outros

O mundo tecnológico nos surpreende a cada minuto.
Não precisamos voltar muitos anos, apenas uns 15/16, para lembrarmos dos primeiros celulares: aqueles "tijolões" que poucas pessoas possuiam e que mal faziam ligações que dessem para ouvir do outro lado da linha. Mas estava valendo. Todo mundo queria ter um desses aparelhinhos novos e logo a qualidade foi melhorando, os aparelhos diminuindo de tamanho até chegarmos a um I-Phone de hoje com todos seus aplicativos.

Este mundo de inovações não para. É um campo aberto para pessoas criativas colocarem suas idéias em prática e com um pouco de sorte vê-las virarem uma febre mundial.
Mas, ao lado destes avanços perdemos também algumas coisas importantes que precisam ser repensadas e trabalhadas: onde ficou nossa privacidade, por exemplo? Os mais entendidos no assunto são claros em dizer que no mundo tecnológico , nesta nova era,esta é uma palavra que não mais existirá.

Atraves de nossa própria autorização vamos vendo, aos poucos, nossa vida privada ser exposta a todos. E quando digo todos, refiro-me ao mundo todo, à famosa REDE.

Talvez fosse interessante e mais prudente caminharmos mais devagar neste percurso, pois uma corrida poderá nos fazer tropeçar de forma a ser difícil se levantar depois. Aplicativos do tipo Foursquare, última moda entre os mais antenados com a tecnologia, permite a todos saberem onde você se encontra, além do que está fazendo. O uso do Foursquare cresceu absurdamente: em 5 meses passou de 450 mil usuários para 3 milhões. Um ritmo até assustador.

E assim como os celulares, que até hoje não são corretamente utilizados por muita gente (atendem no cinema, usam viva-voz em todos locais, usam toques altos e desagradáveis, etc.) estas novas formas de comunicação precisam ser bem manipuladas para que não se tornem cada vez mais um estorvo social.

Voltaremos a este assunto em breve.
Ligia

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Cumprimentos e Apresentações

O primeiro tópico que abordamos em  nossos cursos de etiqueta e etiqueta empresarial é este: cumprimentos e apresentações. Isto porque sabermos cumprimentar as pessoas adequadamente é o primeiro passo para passarmos uma imagem de simpatia, competência, credibilidade, naturalidade.
Tanto isso é importante que um mínimo deslize já acarreta comentários e consequencias como vemos na mída hoje:
"Oi, internautas" de Dilma - 2010


Na primeira eleição que disputará em sua vida, Dilma Rousseff (PT) tem se esforçado para se aproximar dos mais jovens. Mas não há quem deixasse de reparar o tom robótico de seu primeiro programa na internet, supostamente feito para despi-la do formalismo de entrevistas e do horário eleitoral obrigatório no rádio e na TV. Não deu certo. "Primeiro eu gostaria de cumprimentar os internautas. Oi, internautas."
 
Percebem que o "Oi" utilizado por ela, no lugar de um " Bom dia" soou artificial e inadequado à imagem que ela deveria passar aos seus eleitores?
Pois é...muita gente se queima por muito pouco. Não deixe que um descuido como este aconteça com você!
Procure aprender detalhes sobre como cumprimentar as pessoas de acordo com sua posição hierárquica, idade, sexo, situações, ambiente. Isso só lhe trará bons frutos.